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Falta de informação alimenta incerteza sobre futuro cubano

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Falta de informação alimenta incerteza sobre futuro cubano

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Os cubanos vivem divididos entre a normalidade e a crescente incerteza gerada pela falta de informação sobre o estado de saúde de Fidel Castro e o silêncio do sucessor provisório, Raul Castro. Havana é um espelho de um país de futuro indefinido. Uma funcionária de um hospital diz que continua a trabalhar “todos os dias das 8 às 5 e tudo está bem, como num dia normal. Tudo continua como sempre, tal como se o comandante (Fidel Castro) estivesse perfeitamente bem”.

Outro residente de Havana não compreende “porque Raul Castro ainda não apareceu. Já se deveria ter dirigido ao povo de alguma forma, mas ainda não o fez e não sabem porque, não há forma de descobrir”.

Fidel Castro cedeu provisoriamente o poder ao irmão na segunda-feira, enquanto recupera de uma complicada cirúrgia intestinal. Mas Raul ainda não fez nenhuma intervenção pública. No entanto a máquina da revolução cubana continua em funcionamento. Várias organizações populares aumentam a vigilância e os mecanismos de defesa face ao medo de uma agressão externa o revolta interna.

O presidente norte-americano, George W. Bush, instou ontem os cubanos a “trabalharem para uma mudança democrática”.

Em Miami, os exilados cubanos dividem-se em iniciativas. O Movimento Democracia para Cuba diz ter preparados barcos e aviões para zarpar para a ilha. A Fundação Nacional Cubano-Americana procura apoio internacional a uma proposta de um governo de transição cívico-militar em Cuba.