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Os planos de paz para o Líbano

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Os planos de paz para o Líbano

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A proposta libanesa de destacar 15 mil soldados do exército para a fronteira com Israel, área do conflito, chegou tarde mas chegou. Os libaneses esperaram 40 anos por esta decisão do governo. Beirute tenta assim fazer pender a balança da ONU para o seu lado.

O primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, afirmou que a oferta libanesa é interessante, mas que o governo tem de analisar se ela é viável. Todas as partes têm de trabalhar para conseguir uma resolução das Nações Unidas e portanto têm de manter a mente aberta.

Ontem, foi um chefe de governo incapaz de conter as lágrimas que conseguiu o apoio quase unânime dos países da Liga Árabe às exigências de cessar-fogo. Só a Síria é vaga quanto ao desarmamento do Hezbollah e Israel acusa o governo sírio de continuar a vender-lhe armas. A nível interno, os próprios ministros votaram pelo desarmamento do movimento xiita libanês.

O enviado especial libanês ao conselho de ministros, Tarek Mitri, explica que dois conselheiros concordaram com a decisão, o que ficou claro para todos. Conseguiu-se agora uma unanimidade que não havia antes. Mas esta unanimidade do país surgiu porque o Exército libanês tem de exercer o seu dever e assumir responsabilidades.

O exército libanês, sem grande poder, tem tido apenas pequenas missões de manutenção da ordem. Atribuir-lhe o controlo do país enquanto ele recupera a soberania total é uma alternativa. Os israelitas, apoiados por Washington, recusam retirar do Líbano antes do destacamento de uma força multinacional.

O plano franco-americano prevê um cessar-fogo imediato seguido do destacamento de uma força mista libanesa e internacional no sul do país, depois do qual, Israel tem de retirar. Os libaneses exigem a retirada imediata e a França, que a té agora defendia abertamente os interesses libaneses, tenta agora emendar o plano que ajudou a elaborar.

O chefe da diplomacia francesa, Douste Blazi, justificou a posição da França por, em nome do presidente, “procurar o ponto de equilíbrio entre os países árabes moderados e os israelitas e americanos. Porquê o equilíbrio? Porque é preciso um Estado libanês forte”, enfatizou o ministro.

Para isso, têm de se delimitar das fronteiras do Líbano, em particular nos sectores
em particular nos sectores disputados como as quintas de Shebaa.