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Diplomacia incapaz de encontrar uma solução

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Diplomacia incapaz de encontrar uma solução

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As movimentações dos diplomatas contrastam com a inércia da diplomacia. No dia em que o primeiro-ministro libanês recebeu em Beirute o enviado americano, Jack Welsh, Fuad Siniora afirmou não existirem progressos no campo diplomático, nomeadamente no esboço de resolução da ONU alinhavado pela França e pelos Estados Unidos.

Ao mesmo tempo, em Jerusalém, o ministro alemão dos Negócios Estrangeiros reunia-se com o responsável israelita pela pasta da Defesa. Depois de se encontrar com Emir Peretz, Frank-Walter Steinmeier tinha agendadas reuniões com o chefe do executivo hebraico, Ehud Olmert, e com a sua homóloga, Tzipi Livni.

Em França, o presidente Jacques Chirac denunciou “uma reserva americana” sobre o projecto de resolução da ONU e disse que “uma renúncia ao cessar-fogo seria uma solução imoral”. Nas Nações Unidas prosseguem as discussões. As objecções árabes ao texto franco-americano adiaram a votação da resolução que, segundo a perspectiva mais optimista, poderá ocorrer na quinta-feira.

O Líbano exige um cessar-fogo completo e imediato e a retirada do Tsahal. Israel pretende abandonar o território após a chegada duma força internacional capaz de neutralizar o Hezbollah. Na ausência de uma solução, a política continua a fazer-se por outros meios.