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Israel inicia preparativos para grande ofensiva contra o Hezbollah

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Israel inicia preparativos para grande ofensiva contra o Hezbollah

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Aumentam as movimentações do exército israelita junto à fronteira com o Líbano. É a partir daqui que o Tsahal vai alargar a ofensiva contra o Hezbollah no sul do país, medida decidida esta quarta-feira pelo gabinete de segurança do governo israelita.

Os ministros estiveram reunidos durante várias horas. A medida está longe de ser unânime no seio do executivo. De acordo com o jornal Yédot Aharonot, nove ministros votaram a favor do plano de Peretz e três abstiveram-se. Até há data, o primeiro-ministro Ehud Olmert mostrou-se céptico em relação à expansão da ofensiva por temer mais baixas militares e um aumento das pressões internacionais.

Só na terça-feira, o Tsahal registou 15 baixas. Um porta-voz militar anunciou que dez soldados ficaram feridos de forma ligeira e não deu quaisquer detalhes sobre o estado dos restantes cinco. Os Estados Unidos já reagiram à decisão de Telavive. Um porta-voz da Casa Branca afirmou em conferência de imprensa que Israel tem o direito de se defender do Hezbollah, mas “deve prestar muita atenção para evitar perdas civis.”

A expansão da ofensiva proposta pelo ministro da Defesa, que tem o apoio dos mais altos responsáveis militares, tem como objectivo reduzir significativamente os tiros de roquetes do Hezbollhah. Apesar de não terem sido divulgados os detalhes nem a data de início da operação, Amir Peretz propôs um avanço do Tsahal até ao rio Litani, situado a entre cinco e trinta quilómetros da fronteira israelo-libanesa.