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Portugal arde mas envia ajuda às autoridades da Galiza

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Portugal arde mas envia ajuda às autoridades da Galiza

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Sem descanso, os bombeiros portugueses e espanhóis prosseguem o combate às chamas que nos últimos dias já fizeram desaparecer milhares de hectares de floresta na Península Ibérica. Em Portugal, ao início da noite havia oito incêndios por circunscrever em seis distritos, para onde foram mobilizados 510 militares e 50 viaturas. Valongo, perto do Porto, e Penalva do Castelo, no distrito de Viseu, são os fogos mais preocupantes.

O nível de Alerta Laranja foi prolongado até sexta-feira devido às condições climatéricas e, apesar da situação ser a pior registada desde 2003, Portugal considera não precisar de ajuda dos parceiros europeus e enviou 66 bombeiros, agentes da GNR e do Serviço nacional de Bombeiros e Protecção Civil para ajudar no combate aos incêndios na Galiza. O pedido foi feito pelas autoridades da região autónoma através de Madrid. Também a Itália respondeu ao apelo com dois aviões cannadair.

Maria Jesus Prodriguez, presidente do Comité de luta contra os incêndios, diz ser muito estranho que ao mesmo tempo que apagam um incêndio aparece logo outro atrás das brigadas de combate. Só na Galiza continuam activos cerca de 60 fogos e, tal como em Portugal, a maioria é de origem criminosa. As investigações já levaram à detenção de cinco pessoas. Em Portugal foram detidas só em Julho dezoito.