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100 mil pessoas desesperam por ajuda humanitária

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100 mil pessoas desesperam por ajuda humanitária

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Dramática, a situação no Sul do Líbano onde falta quase tudo para prestar auxilio à população. Os hospitais estão a ficar sem víveres, combustível e medicamentos. As organizações humanitárias não chegam há 3 dias à região a Sul do rio Litani depois de Israel ter avisado que atacaria tudo o que mexesse nessa zona. Estima-se que cerca de 100 mil pessoas estão entregues à sua sorte, absolutamente privadas de bens essenciais. “O Líbano é um dos piores lugares do mundo em termos de acesso para a ajuda humanitária”, afirma um responsável da ONU.

Para Jan Egeland, que tem a seu cargo a pasta dos assuntos humanitários nas Nações Unidas, mais de 100 mil pessoas estão virtualmente isoladas, “uma desgraça”, porque as partes em conflito “o Hezbollah e Israel” poderiam, se quisessem permitir o acesso à ajuda humanitária.

O auxílio chega a conta gotas, já que organizações como os Médicos Sem Fronteiras, continuam a trabalhar apesar do risco de serem atacadas pelo Tsahal. A última ponte que permitia aceder a Tiro e ao Sul do Líbano foi destruída pelo estado hebreu obrigando as organizações humanitárias a carregar em braços o auxilio indispensável atravessando o Litani em jangadas improvisadas.