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Frente permanece imóvel

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A batalha mantém-se encarniçada no sul do Líbano apesar de Israel ter adiado a grande ofensiva terrestre. De acordo com um ministro hebraico pretende-se, assim, dar uma oportunidade à diplomacia. O avanço do Tsahal estende-se a pouco mais de cinco quilómetros no interior do território libanês. Os militares israelitas encontram pela frente uma resistência feroz. As condições do terreno impedem explorar todas as potencialidades dos tanques que acabam por cair diversas vezes em emboscadas. Os mísseis de concepção russa e de fabrico iraniano disparados pelos soldados do Partido de Deus infligem bastantes baixas ao Tsahal. O avanço até ao rio Litani, apesar de ter sido adiado, afigura-se igualmente complicado. Entre os 121 mortos israelitas deste conflito, a grande maioria são soldados.

Do lado libanês as vítimas mortais ultrapassam o milhar, mais de metade são civis. Enquanto o Hezbollah apenas reconhece a morte de seis dezenas de combatentes, Israel anuncia entre 400 e 500 guerrilheiros abatidos. O conflito prossegue no resto do país com a aviação israelita a largar bombas e panfletos em Beirute. Israel apela à população residente no súburbio sul para abandonar a área já que é um feudo tradicional do Hezbollah. Um pedido que é desprezado pelos habitantes da zona.