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Um mês de guerra: balanço trágico


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Um mês de guerra: balanço trágico

A ofensiva israelita não serviu para cumprir os maiores objectivos: a destruição do Hezbollah e a libertação dos soldados raptados pelo movimento xiita libanês. No entanto, a demonstração de força de Israel alguns frutos há-de dar-lhe.
Quanto ao Líbano está, parcialmente, em ruínas, e os prejuízos são consideráveis.

Alan Ben David, correspondente da maior televisão privada israelita explica que “uma das coisas que Israel queria era reconstruir a imagem aos olhos dos vizinhos e isso de certa maneira foi conseguido. Demonstrando que o rapto de dois soldados não é algo que se faça sem pagar por isso”.

E na verdade, o preço é alto. O balanço ainda não é oficial ou definitivo, mas pode adiantar-se que há mais de 1000 mortos libaneses e perto de um milhão de deslocados, ou seja, 25 por cento da população. Do lado israelita há 150 mortos e 330 mil deslocados, cerca de 5 por cento da população.

É impossível fazer uma estimativa real dos prejuízos a nível macro-económico, mas é possível um cálculo dos custos materiais. E, esse, é enorme para um pequeno país como o Líbano que já gastou seis mil milhões de dólares na reconstrução e tem uma dívida pública que ascende a mais de 200 por cento do seu Produto Interno Bruto (o PIB é de 18 milhões de dólares.)

Israel destruiu infra-estruturas do Líbano para isolar mais o Hezbollah e impedir o seu rearmamento no interior do país. Destruiu 29 portos, aeroportos, estações de tratamento de água e centrais eléctricas.
73 pontes e 630 quilómetros de estradas. Arrasou, também, 900 fábricas.

Os bombardeamentos israelitas e o bloqueio total provocaram o desemprego técnico do essencial das forças de produção. Alguns sectores como o agrícola, também estão profundamente afectados.
A ajuda prometida, nomeadamente por países árabes, traz a esperança de um futuro menos negro, de uma segunda reconstrução. Só a Arábia Saudita já depositou mil milhões de dólares no banco central, para reforçar a libra libanesa. Outros países do Golfo despositaram mil milhões, também, para a reconstrução. E há muitas ajudas bilaterais prometidas.

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