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Israel quer evitar regresso dos deslocados libaneses por "razões de segurança"

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Israel quer evitar regresso dos deslocados libaneses por "razões de segurança"

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Os libaneses continuam o seu caminho rumo ao Sul. Um fluxo que Israel tenta contrariar. Neste segundo dia de cessar-fogo, o Tsahal lançou um obus com panfletos sobre a cidade portuária de Tiro. Pede à população que aguarde que as tropas libanesas se posicionem no Sul do país. “Pela vossa segurança é proibido regressar”, dizem os avisos, que os libaneses ignoram.

Apesar dos riscos, ligados às armas de efeito retardado, a população continua a regressar a casa, provocando engarrafamentos sem fim. A própria ajuda fica, também, retida. A situação humanitária está próxima da catástrofe, garantem as Nações Unidas, apesar dos 24 camiões de comida, medicamentos e material de abrigo já enviados.

O regresso a casa não faz contudo esquecer a hostilidade face aos israelitas. “Israel destruiu as nossas casas. Matou as nossas crianças. Forçou-nos a abandonar as nossas terras. A paz com Israel não é possível, não podemos ser amigos”, diz uma mulher.

Pelo menos 300 mil pessoas – um terço dos deslocados – deverão regressar ao Sul nos próximos dias, estimam as associações humanitárias. À sua espera está, quase sempre, a destruição e a desilusão. Desilusão sentida por uma libanesa que descobre que a sua casa está em ruínas. “Depois de todos estes dias de medo e preocupação… e já não podemos viver aqui”, diz. “Tudo aqui em casa foi destruído, excepto esta foto [exibindo uma foto do líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah] – o que mostra ao mundo que o nosso povo é crente e é forte.” – E vê em Hassan Nasrallah o libertador.