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Políticos e retornados israelitas estão descontentes com Olmert

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Políticos e retornados israelitas estão descontentes com Olmert

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O regresso a casa era muito esperado mas provoca um sem número de interrogações, depois de um mês de conflito.
Em Kiryat Shmona, na fronteira com o Líbano, 700 mísseis do Hezbollah provocaram a fuga de 70 por cento de judeus e árabes israelitas.

Os que ficaram tiveram de viver em caves, como Ayla, que não esconde a indignação: “O governo deixou-nos para aqui durante um mês e vejam, os soldados ainda não voltaram e os terroristas ainda estão perto da fronteira” O balanço da operação militar também suscita revolta: 34 dias de combates provocaram perto de 180 mortos e um milhar de feridos, assim como importantes prejuízos económicos. As críticas salientam a falta de coordenação e de quipamento dos soldados no terreno, sublinhando os erros de estratégia e as hesitações, e a falta de ajuda à população.

Ontem, o primeiro-ministro, Ehud Olmert, reconheceu algumas falhas perante a Knesset, mas foi mais eloquente a louvar a vitória sobre o Hezbollah. Vários deputados pediram uma investigação à acção do governo e levantam-se as vozes para o fazer cair.

Benjamin Nethaniau, número um do Likud, é o porta-voz das críticas: “ Tem de ser dito, honestamente, que houve imensos erros, erros na identificação da ameaça, erros na preparação para a enfrentar, erros de gestão da guerra, no geral, e da frente, em particular”, referiu.

Se, em Março, o plano de retirada unilateral da Cisjordânia deu a Olmert a vitória nas eleições israelitas, assim como a confiança dos palestinianos, a falta de experiência militar parece pô-lo em causa. As últimas sondagens mostram que 60 por cento dos que votaram no Kadima, e muitos trabalhistas, declaram que não votarão mais por ele. Olmert enfrenta agora a batalha pela sobrevivência política. A nação está fracturada, ferida, depois de perdida a liderança do falcão que o antecedeu e preparou para o combate político. E espera que, agora, a nação não vá unir-se contra ele..