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A comunidade científica está dividida em relação ao estatuto do planeta Plutão

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A comunidade científica está dividida em relação ao estatuto do planeta Plutão

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Até agora considerado o último planeta do sistema solar a ser descoberto, Plutão tem um diâmetro inferior a 3000 km, quatro vezes menos do que a Terra e uma massa 400 vezes inferior à do nosso planeta. Por isso, na Assembleia Geral da União Internacional de Astrónomos, que decorre durante esta semana em Praga, três mil especialistas vão tentar definir o que é um planeta.

Uma decisão que poderá retirar esse estatuto a Plutão, uma vez que na Cintura de Kuiper há 14 corpos celestes que teriam também de passar a ser reconhecidos como tal. Algo que deverá ficar decidido em Praga, como explica o astrónomo John Mather:
“Sempre gostei que Plutão fosse um planeta. Mas sei que se formou de forma diferente dos outros. Por isso, se a União Internacional de Astrónomos diz que é diferente, é diferente. Vamos ver.”

A discussão subiu de tom em 2003 com a descoberta na Cintura de Kuiper, para lá do planeta Neptuno, de um corpo gelado, chamado UB 313, com um diâmetro superior ao de Plutão.

Os dois astros, bem como outros encontrados no nosso sistema solar, fazem com que possa vir a ser criada uma nova classe de corpos celestes.