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Caos nos aeroportos londrinos levanta questões de eficácia e custo

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Caos nos aeroportos londrinos levanta questões de eficácia e custo

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O caos dos últimos dias nos aeroportos de Londres, provoca cada vez mais críticas dos passageiros e das companhias aéreas às falhas da aplicação das medidas anti-terrorismo. Depois dos atentados de Setembro de 2001, o controlo dos passageiros foi reforçado, seguindo as estratégias utilizados pelos terroristas. Primeiro, proibindo os objectos contundentes e reforçando a revista corporal em 2002, depois do atentado falhado com explosivos nos sapatos, no voo Miami/Londres.

Desde a descoberta da mais recente conspiração terrorista, há seis dias, o governo britânico segue a mesma linha, proibindo garrafas e mesmo batons líquidos e cremes, limitando ao máximo a bagagem de mão. A Ryanair é uma das companhias aéreas (lowcust) que ameaça pedir contas ao governo britânico pela demora em normalizar o tráfego aéreo.

O seu director executivo não compreende medidas de segurança descordenadas e ilógicas. Como ele próprio questiona: “Adoraria que o ministro dos Transportes me explicasse porque é que esta mala é boa para entrar a bordo e a outra, esta aqui que a maioria dos passageiros usa, já está longe de ser considerada segura. É de loucos. É a farsa da segurança da aviação que permite aos terroristas ameaçarem a indústria dos Transportes no Reino Unido!”

O bloqueio anti-terrorista dos aeroportos britânicos custou, até agora, entre 74 e 148 milhões de euros às companhias aéreas britânicas. Vários operadores exigem um inquérito à acção do governo, reconhecendo a prioridade da segurança, mas lamentando a falta de reforço de empregados para aplicar as medidas impostas.

O responsável da federação dos operadores, Ian Aisles afirma que “o governo é um dos intervenientes. Cada aeroporto é gerido por diferentes companhias comerciais, mas é o governo que define a política de segurança … o que queremos é que participe realmente na investigação pública. Primeiro, para que veja em prática as medidas que tomou e depois que elabore uma política conforme às necessidades”.

Os Media salientam que a falta de uma política de segurança europeia pode permitir a um qualquer terrorista tomar de assalto um avião fora do Reino Unido, fora da Europa, num país onde houver menos segurança, e ir despenhá-lo a Londres.