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Deslocados regressam e encontram um mar de ruínas

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Deslocados regressam e encontram um mar de ruínas

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Após 34 dias de guerra, milhares de libaneses apressam-se a regressar a casa. Nos bairros xiitas do sul de Beirute, os mais atingidos, os habitantes encontram ruínas a perder de vista e prédios de dez andares reduzidos a pó. Alguns perderam tudo, mas com as lágrimas nos olhos agradecem a Deus por estarem vivos e procuram o que podem recuperar entre os escombros.

Documentos e fotos é tudo o que resta a Ali Orabi. Diz sentir-se como na prisão, triste. A zona onde viveu 35 anos está completamente destruída e a única alegria é ter sobrevivido e ver os antigos vizinhos. O cessar-fogo permite também recuperar dezenas de corpos dos escombros. Desde segunda-feira já foram retirados 40 cadáveres, muitos deles de crianças. O balanço oficial libanês da guerra é já de 1200 mortos e as equipas de socorro reconhecem que nunca se saberá exactamente quantas pessoas estão mortas entre os escombros.

Destruição também no Sul. Junto à fronteira há ainda aldeias isoladas e continuam as longas filas de trânsito em estradas destruídas. Entre os milhares de refugiados poucos ouvem os conselhos das organizações humanitárias sobre o perigo das munições que não explodiram e que estão espalhadas no terreno. Outros recusam anular a viagem mesmo se os panfletos do Tsahal desaconselham o regresso das populações antes da mobilização das tropas libanesas e internacionais.