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Israel sai do Sul do Líbano e deixa o terreno às tropas libanesas e da ONU

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Israel sai do Sul do Líbano e deixa o terreno às tropas libanesas e da ONU

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Israel prossegue a retirada do Sul do Líbano numa altura em que se acentuam os debates em torno da composição e, sobretudo, do mandato da força da ONU. Não se sabe quantos dos 30 mil soldados israelitas já regressaram a casa, desde o início do cessar-fogo, na madrugada de segunda-feira. Israel mostra-se disposto a passar em sete a dez dias o controlo para as tropas de Beirute e da ONU que deverão, como previsto pela resolução 1701, substituir gradualmente o Tsahal na zona entre a fronteira e o rio Litani.

Alguns soldados regressam desmoralizados. Um afirma que não vêem o inimigo é como se lutassem contra fantasmas. Os 15 mil soldados libaneses começam a ser mobilizados esta quarta-feira. A ONU tem no terreno dois mil capacetes azuis e espera enviar mais três mil nos próximos dez a quinze dias. No total, esperam-se 15 mil soldados internacionais.

Washington diz ser urgente o envio de tropas para consolidar a trégua, mas quem vai desarmar o Hezbollah continua a ser a grande questão. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, afirma que a FINUL vai ajudar o governo libanês a desarmar a guerrilha, mas tal não está previsto no mandato da força. Beirute, por seu lado, diz que não vai desarmar o Hezbollah.

Amanhã terá lugar uma nova reunião na ONU. A ausência de pormenores sobre o mandato da FINUL leva vários países a adiar um anúncio de contribuição. Além disso, tal como acontece com a Alemanha ou a Itália, todos esperam a decisão da França, actual líder da FINUL e o país que poderá enviar o maior número de tropas, segundo as previsões.