Última hora

Última hora

França disposta a chefiar FINUL até Fevereiro

Em leitura:

França disposta a chefiar FINUL até Fevereiro

Tamanho do texto Aa Aa

A horas da reunião da ONU sobre a nova força de interposição no Sul do Líbano, a França diz-se disposta a assumir o comando da FINUL renovada, pelo menos até Fevereiro, mas pede um mandato claro e meios para evitar uma catástrofe. A resolução 1701 prevê aumentar o número de soldados da FINUL de dois mil para 15 mil, para ajudar o exército libanês a controlar a zona entre a fronteira israelita e o rio Litani, bastião do Hezbollah.

A ministra francesa da Defesa, Michèle Alliot-Marie, diz que a França, que já integra a FINUL desde 1978 e assume actualmente o comando da força, está pronta a assumir a chefia, incluindo da nova FINUL, até Fevereiro, quando termina o mandato do general Alain Pellegrini. O que vão fazer as tropas e como: são as perguntas às quais a França e vários países querem ver respondidas antes de se comprometerem.

Portugal está disponível para participar na FINUL. A Alemanha quer ajudar, por exemplo, com a patrulha da costa do Líbano, pois o envio de soldados é tema sensível face ao Holocausto. Mas Berlim não recusará se a ONU, o Líbano e Israel pedirem, como explica o ministro da Defesa, Franz Josef Jung.

A Turquia pondera também uma participação. Para a França é importante a presença de tropas do maior número possível de países europeus e muçulmanos. Israel não é contra a participação de soldados muçulmanos desde que não sejam de países inimigos do Estado hebraico. A Malásia e a Indonésia já propuseram o envio de tropas, mas não têm relações diplomáticas com Israel.