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Nações enviam militares para o Líbano. França só contribui com 200 homens

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Nações enviam militares para o Líbano. França só contribui com 200 homens

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Alguns países já ofereceram tropas para alargar a força interina da ONU no Líbano. No entanto a grande surpresa do dia foi protagonizada pela França ao anunciar que, inicialmente, vai enviar apenas 200 homens. A ministra da defesa, Michèle Alliot-Marie, justificou a decisão na rádio com a incerteza que envolve a missão. Segundo a responsável “não basta enviar soldados, é preciso explicar-lhes porque estão lá (…) é imperativo definir até onde podem ir e em que pressupostos assenta a sua actuação”.

O vice secretário-geral das Nações Unidas, Mark Malloch, mostrou alguma desilusão face contribuição da França:
“Nunca ocultámos que esperávamos uma maior contribuição francesa, mas penso que estamos contentes com o que ofereceram. Outros (países) também se comprometeram. Estamos convencidos que temos elementos para uma força sólida, com um carácter multilateral mas com capacidade para a tarefa.”

Apesar de o número de homens franceses que vão integrar imediatamente esta FINUL renovada ficar aquém das expectativas, Paris tem 1.700 homens a bordo de quatro navios nas costas libanesas, embora não se encontrem sob comando da ONU.

O embaixador britânico para as Nações Unidas, Emyr Jones Parry, salientou a urgência de pôr em prática a participação dos países ao dizer que o “fundamental é que os recursos oferecidos estejam disponíveis imediatamente”.

O Bangladesh, o Nepal, a Malásia e a Indonésia já se comprometeram a enviar tropas. A Dinamarca e a Alemanha estão disponíveis para oferecer patrulhas marítimas, mas não querem contribuir com tropas terrestres. Muitos outros países estão ainda a avaliar a sua participação.