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Países europeus pedem regras claras para actuação da FINUL

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Países europeus pedem regras claras para actuação da FINUL

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A Itália aceitou participar na força interina da ONU no Líbano com até 3.000 homens, mas coloca como condição a definição de regras claras para a actuação desta força. A França também exigiu maior clareza, antes de enviar mais tropas para o terreno e justificou assim a decisão de participar inicialmente com apenas 200 homens.

O primeiro-ministro italiano, Romano Prodi, definiu as condições para a participação italiana: “Um mandato claro da ONU e a aceitação pelo Hezbollah da resolução 1701 e da missão da FINUL. O primeiro-ministro libanês assegurou que nenhuma destas questões é um problema”

A ministra francesa da defesa, Michèlle Alliot-Marie explicou a posição do executivo, que surpreendeu as Nações Unidas depois do papel central desempenhado por Paris no esboço que daria origem à resolução final para o cessar-fogo. No entanto a França tem 1.700 homens em quatro navios nas costas libanesas, embora não estejam sob comando da ONU.

Perante as reticências europeias, o vice secretário-geral das Nações Unidas, Mark Malloch Brown, apelou à participação da Europa neste primeiro contingente, salientando que os compromissos mais firmes vieram da Indonésia, Malásia, Bangladesh e Nepal.

A mesma preocupação foi expressa por Israel que considera “difícil se não inconcebível” aceitar uma força de paz composta por nações que não reconhecem o estado hebraico. O enviado israelita das Nações Unidas, Dan Gillerman, referia-se à Indonésia e à Malásia que não reconhecem a participação de Israel na força de manutenção das tréguas. Mesmo assim a ONU continua optimista quanto ao envio de um contingente inicial de 3.500 homens dentro de duas semanas.