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Líbano ameaça retaliar se Israel voltar a pisar o risco

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Líbano ameaça retaliar se Israel voltar a pisar o risco

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As tréguas estão cada vez mais frágeis. O Líbano avisou hoje Israel que vai responder de forma dura se o Tsahal voltar a violar o cessar-fogo.

O recado foi dado pelo ministro libanês da defesa, Elias al-Murr, a propósito da operação comando, da qual o executivo israelita se defendeu ontem, alegando que o objectivo era travar um carregamento de armas sírias para o Hezzbollah.

O responsável pela pasta da defesa ameaçou: “Desta vez o exército libanês tem ordens claras para disparar, caso aconteça qualquer intrusão e, se entrarmos em guerra com Israel, a guerra já não vai ser, como eles dizem, entre Israel e terroristas”.

Durante o dia de hoje, aviões israelitas de reconhecimento sobrevoaram o Líbano a grande altitude, enquanto o Estado hebraico admitiu continuar operações militares no terreno se o Hezbollah não for desarmado. O executivo continua a insistir que não violou as tréguas e está apenas a tentar assegurar o embargo de armas ao movimento xiita, previsto na resolução aprovada pela ONU.

Com a chegada de reforços ao sul do Líbano, mais precisamente à área controlada pelo Hezbollah, o exército israelita prossegue a retirada.

A França pediu uma nova reunião para discutir o futuro da força interina das Nações Unidas. O ministro francês dos negócios estrangeiros, Philippe Douste-Blazy, chegou mesmo a pedir que a Europa seja “solidária” com o país do cedro.

Até agora a Europa tem sido contida na contribuição de homens, o que gera receios uma participação desigual nesta força entre o ocidente e o oriente. Alguns Estados-membros alegam falta de clareza nas regras da missão de paz.