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Escândalos sucessivos fragilizam governo israelita

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Escândalos sucessivos fragilizam governo israelita

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Após o conflito com o Hezbollah, uma série de escândalos veio fragilizar ainda mais a posição do governo israelita. Haim Ramon, o ministro da Justiça, demitiu-se ontem à noite depois de ter sido acusado de assédio sexual por uma ex-funcionária do ministério. Ehud Olmert está também a ser investigado por um negócio imobiliário em 2004, enquanto o general Dan Halutz é acusado de ter vendido a sua carteira de acções horas antes do início do conflito.

O analista Raviv Druker considera que “a demissão de Haim Ramon é mais um tijolo no grande muro de descontentamento geral da opinião pública em relação ao governo. Quando existe este sentimento geral por causa da guerra e das investigações a Olmert, Peretz e agora Ramon, isso é algo que, para o apresentar de forma delicada, não ajuda o governo a sobreviver.”

Além do governo, também o presidente Moshe Katzav está a ser visado noutro caso de assédio sexual. Katzav é acusado de ter forçado uma antiga colaboradora a ter relações sexuais.

Apesar dos sucessivos escândalos e da posição debilitada do governo, Ehud Olmert deverá manter o apoio dos partidos que fazem parte da aliança governativa, no poder há apenas três meses.