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Protesto de reservistas israelitas comprime governo

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Protesto de reservistas israelitas comprime governo

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Aumenta a pressão sobre o executivo israelita. São cada vez mais as demonstrações de descontentamento com a condução do conflito no Líbano.

Mais de 100 reservistas reuniram-se em Jerusalém na segunda-feira para atribuir ao governo a responsabilidade da guerra que consideraram “falhada”, uma vez que não foi cumprido o objectivo de desmantelamento do Hezbollah.

Houve mesmo pedidos directos de demissão dos mais altos membros do executivo: “Pedimos a demissão do primeiro-ministro e do ministro da defesa. Também esperamos que outros altos funcionários, responsáveis pelos erros cometidos nesta guerra, renunciem aos cargos”

Num protesto separado centenas de militares assinaram uma carta aberta publicada no jornal Haretz que salientava a falta de decisões firmes no decorrer do conflito.

Face ao ambiente de crítica, o governo nomeou um grupo de trabalho para analisar a conduta militar antes e depois do confronto. Mas os esforços para evitar a criação de uma comissão externa e imparcial fizeram reagir a oposição: “Acredito que eventualmente haverá um comité de investigação formal. Todos os esforços dos ministros para contornar esta opção e manter uma delegação interna vão falhar”.

Em visita a Kiriat Shmona, a cidade israelita atingida por mais de 900 mísseis do movimento xiita, o primeiro-ministro, Ehud Olmert, respondeu às críticas, dizendo que não fará parte de um “jogo de autoflagelação” que visa somente “difamar o exército”.