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Reservistas israelitas criticam hierarquias políticas e militares pela forma como foi conduzida a guerra

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Reservistas israelitas criticam hierarquias políticas e militares pela forma como foi conduzida a guerra

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À medida que as tropas abandonam o Sul do Líbano aumentam as críticas dos soldados israelitas às chefias politicas e militares. Os reservistas não questionam a ordem de guerra, mas a forma como foi conduzida. Numa carta aberta ao ministro da Defesa, falam de “confusão de ordens” e “indecisão” e pedem um inquérito judicial com poderes alargados para investigar e acusar as hierarquias, incluindo o primeiro-ministro Ehud Olmert.

Entretanto, a nível diplomático prosseguem os esforços para compor a nova força da ONU. Israel pede que seja a Itália a chefiar a nova FINUL. Posição à qual não se opõe o governo libanês de Fuad Siniora. Roma está disposta a enviar até três mil soldados. A trégua no Sul do Líbano é frágil e Israel não exclui uma nova ofensiva contra o Hezbollah, se a guerrilha xiita não desarmar.

No Sul do Líbano, após uma semana de cessar-fogo e com o regresso de milhares de habitantes, a grande preocupação é a segurança face às bombas de fragmentação, minas, granadas e outras munições que não explodiram durante o conflito. Apressam-se os trabalhos de desminagem e a distribuição de avisos. O perigo é grande tendo em conta que as pessoas tentam recuperar os seus bens dos escombros. Na última semana contam-se pelo menos seis mortos e dezenas de feridos.