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Cimeira de Estocolmo: Falta de água é ameaça global

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Cimeira de Estocolmo: Falta de água é ameaça global

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Do sul de Espanha à cidade de Londres, passando pelas grandes metrópoles australianas e norte-americanas, a escassez de água ameaça cada vez mais os países ricos e os países em vias de desenvolvimento.

Dois relatórios do Fundo Mundial para a Natureza prevêem sérias restrições de água e apontam o dedo à má gestão dos recursos hídricos.

Londres é uma das capitais europeias citadas. Nos Invernos em que chove menos, como no último, o nível de reservas baixa, o que é agravado pelas fugas numa rede ultrapassada que perde, diariamente, água que dá para encher 300 piscinas olímpicas.

Mas a poluição da indústria e da agricultura, os danos do turismo de massas e os efeitos das mudanças climáticas podem, dizem os peritos, definir as regiões mais afectadas pela falta de água na Europa, em 2070.

Esta problemática juntou 2000 especialistas e organizações em Estocolmo, Suécia, durante a Semana Internacional da Água que decorre até 26 de Agosto.

O PROFESSOR FRANK RIJSBERMA diz, a propósito, que “a má surpresa é descobrir que há seis anos dizíamos que um terço da opulação mundial iria ter falta de água em 2025, e as mais recentes informações mostrarem que a penúria se verifica agora, em 2006.”

Entre os muitos temas em debate, a redução da água utilizada na agricultura, que representa 74 por cento da utilização mundial.

Para se produzir um copo de leite, gastam-se mais de 200 litros de água, um quilo de trigo necessita de 4 mil litros de água e um quilo de carne industrial à volta de 10 mil litros de água.

As situações mais graves registam-se em países em desenvolvimento como a China e a Índia, onde os recursos de água são explorados em demasia.

Com o aumento da população, e sem o melhoramento das técnicas de cultura, o consumo pode aumentar 80 por cento até 2050.

Actualmente, 1.600 mil milhões de pessoas vivem já com falta de água no Norte de África, no Norte da China e no sudoeste dos Estados Unidos, uma situação que é agravada pela corrupção.

Os números dos especialistas das agências dependentes da ONU mostram que 20 a 40 por cento de investimento no sector da água jamais chega às populações que precisam.