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Saddam responde por "Genocídio curdo"

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Saddam responde por "Genocídio curdo"

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Começou à porta fechada o segundo dia de audiência de Saddam Hussein. Dez minutos depois o tribunal abre as portas ao público na presença de todos os acusados e algumas testemunhas. Neste julgamento, o antigo líder iraquiano é acusado de genocídio por alegadamente ter ordenado a “Operação Anfal”, que provocou a morte de dezenas de milhares de curdos entre 1987 e 1988. Uma testemunha invocou pela primeira vez os bombardeamentos químicos contando que “eram pouco barulhentos mas deixavam um fumo verde com um odor forte. As pessoas tinham vómitos e os olhos ardiam. As crianças queixavam-se com dores no peito, muita gente morreu.”

Segundo a testemunha no dia seguinte os soldados iraquianos queimavam as aldeias bombardeadas. A defesa quer provar que as campanhas de Anfal eram nada mais que uma estratégia clássica de luta contra a guerrilha curda que se aliara às forças iranianas em plena guerra Irão-Iraque.A acusação quer demonstrar que houve uma vontade concertada para a preparação de um genocídio contra os curdos com recurso a armas químicas. No banco dos réus estão, além de Saddam, “Ali, o químico”, que era responsável pela Zona Norte, durante a operação “Anfal” e o antigo ministro da Defesa Hashem Ahmed, na altura comandante do regimento que combateu no Curdistão.