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Terceiro dia de confrontos em Kinshasa leva UE a reforçar contingente no ex-Zaire

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Terceiro dia de confrontos em Kinshasa leva UE a reforçar contingente no ex-Zaire

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Degrada-se a situação na República Democrática do Congo. Hoje, pelo segundo dia consecutivo, registou-se um tiroteio com armas pesadas junto à casa do vice-presidente Jean-Pierre Bemba, o adversário do actual chefe de Estado, Joseph Kabila, na segunda volta das presidenciais. Ontem, as forças da ONU e da União Europeia (UE) foram obrigadas a intervir, pela primeira vez, para retirar 14 embaixadores e responsáveis das Nações Unidas que estavam reunidos com Bemba na sua casa. Apoiantes de Bemba e de Kabila acusam-se mutuamente de terem começado o tiroteio.

Face à situação, a União Europeia decidiu reforçar a seu contingente no país, fazendo avançar as tropas que mantinha estacionadas no Gabão. As eleições de 30 de Julho, as primeiras livres em 40 anos no ex-Zaire, deveriam pôr fim ao frágil processo de transição iniciado em 2003, após cinco anos de conflito regional. Mas o anúncio dos resultados no domingo deu início a confrontos em Kinshasa. Contam-se pelo menos cinco mortos e dezenas de feridos. A 29 de Outubro, o actual presidente Joseph Kabila enfrenta nas urnas mais uma vez o antigo rival de armas, Jean-Pierre Bemba, o actual vice-chefe de Estado.