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Acusado de assédio, presidente israelita é interrogado durante sete horas

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Acusado de assédio, presidente israelita é interrogado durante sete horas

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Moshé Katsav foi interrogado durante sete horas, pela polícia. O presidente israelita é acusado de assédio sexual por duas funcionárias e suspeito de favorecimento na atribuição de clemências. O interrogatório decorre dois dias depois de a polícia ter apreendido computadores e documentos na residência oficial de Katsav.

Zion Amir, um dos advogados do presidente, garantiu à imprensa que o seu cliente está inocente. Katsav, de 61 anos, não pode ser julgado, devido à imunidade, mas o caso pode obrigá-lo a demitir-se ou levar o parlamento a destitui-lo. A situação, contudo, não deve ter grandes consequências políticas, já que o presidente israelita tem sobretudo um papel institucional.

Entre a população, Katsav não é muito bem visto. “Vamos ver onde nos leva esta investigação e esperemos que tudo se passe da melhor maneira. Mas sempre soubemos que Israel pode ter um presidente melhor”, diz um israelita. Um outro lamenta o caso e pede a demissão de Katsav: “Penso que isto é muito mau para a imagem do nosso país. Ele tem de pagar e deixar o cargo.”

Israel sofre uma onda de escândalos, que atinge também Haim Ramon. O ministro da Justiça é igualmente acusado de assédio e já foi substituído interinamente no cargo por Meer Sheetrit, que já tinha a pasta da Habitação. Suspeitas também sobre Ehud Olmert. O chefe do governo pode estar implicado num escândalo imobiliário.