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Julgamento de Saddam: Testemunha curda conta o horror da operação Al Anfal

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Julgamento de Saddam: Testemunha curda conta o horror da operação Al Anfal

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Terceiro dia do segundo julgamento de Saddam Hussein. Uma das primeiras testemunhas ouvidas foi uma mulher curda, que relembra o que foi a operação Al Anfal. O antigo ditador iraquiano enfrenta agora a acusação de genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos contra o povo curdo. Entre os sete acusados, encontra-se também o primo e então primeiro-ministro de Saddam, Ali Hasan al Mayuid, mais conhecido como “Ali, o químico”. A utilização de armas químicas pelo regime de Saddam era prática corrente, na altura.

Os factos agora julgados remontam a 1987-88, quando a operação Al Anfal – nome que significa “troféu de guerra” – foi lançada contra Shorish, uma povoação situada 60 quilómetros a Leste de Kirkuk. Na segunda sessão do julgamento, celebrada ontem, o comandante da operação Al Anfal garante que ela não tinha como objectivo o povo curdo, mas sim defender o país dos ataques iranianos. Pelo menos 50 mil pessoas foram mortas, nesta operação. Segunda-feira, a acusação falava mesmo de 180 mil.