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Novo escândalo em Israel, presidente investigado por assédio sexual

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Novo escândalo em Israel, presidente investigado por assédio sexual

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A cada dia que passa, a crise política em Israel ganha contornos mais graves. Os dois homens mais poderosos do Estado enfrentam uma crise sem precedentes. Agora é o presidente Moshe Katsav que se encontra numa situação embaraçosa. É acusado de assédio sexual de pelo menos duas mulheres. O chefe de Estado está sob investigação, a residência oficial foi alvo de buscas, foi apreendido material informático e documentos. Katsav, enquanto presidente, não pode ser acusado em tribunal mas pode ser submetido a investigações. O escândalo do presidente segue-se a um outro, com o ministro da Justiça, que foi igualmente acusado de assédio sexual. Haim Ramon, um forte aliado do primeiro-ministro, demitiu-se no domingo.

Ehud Olmert está a perder terreno no executivo. O chefe de governo gozou de forte popularidade quando resolveu atacar o Líbano e também enquanto durou o conflito. Mas depois de ter aceite a resolução das Nações Unidas para o cessar-fogo, a situação inverteu-se. Com o regresso dos soldados a casa, ficou a saber-se que as tropas tinham falta de equipamentos, armamento, comida, material de comunicações, durante o tempo de combate.

Um analista do Instituto israelita para a Democracia afirma que principalmente os reservistas sentem que lhes foi prometida uma realidade que não existia, faltou consistência e liderança no terreno. As acusações de assédio sexual do presidente caíram muito mal entre os israelitas. Até porque a ordem para a abertura de uma investigação foi dada a 12 de Julho, o dia do começo das hostilidades com o Líbano.