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Polícia interroga presidente sobre um dos muitos escândalos que afectam figuras políticas em Israel

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Polícia interroga presidente sobre um dos muitos escândalos que afectam figuras políticas em Israel

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Depois da guerra, os escândalos. Em Israel, a polícia interroga hoje o presidente Moshé Katsav sobre a acusação de assédio sexual de duas funcionárias e pelas suspeitas de favorecimento na atribuição de pedidos de clemência. O inquérito começou com uma queixa de Katsav contra uma funcionária por chantagem. Katsav, membro do partido Likud e com 61 anos, rejeita as acusações e, mesmo se não pode ser julgado devido à imunidade, o caso pode obrigá-lo a demitir-se ou levar o parlamento a destitui-lo.

Escândalo semelhante afecta Haim Ramon, que se demitiu do cargo de ministro da Justiça, no domingo, para se defender também de uma queixa de assédio sexual. Ramon diz-se inocente de ter beijado à força uma jovem soldado durante uma festa e afirma que foi ele a vítima de assédio. Ramon foi substituído interinamente até ao final do processo por Meer Sheetrit, que passa a acumular a pasta da Justiça com a da Habitação.

Ehud Olmert tem ainda outras preocupações. Suspeito pelo negócio de uma das suas casas, o chefe do governo tem também de enfrentar as duras críticas sobre a forma como conduziu a guerra no Líbano. Os reservistas e a oposição pedem uma comissão de inquérito com poderes para o levar face à justiça, se for esse o caso. Na lista dos escândalos entra também o nome de Dan Halutz, chefe do Estado-Maior do Exército, pela venda da carteira de acções horas antes do início da guerra no Líbano, a 12 de Julho.