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Síria preocupada com tropas estrangeiras estacionadas junto à fronteira e considera que se trata de "acto hostil"

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Síria preocupada com tropas estrangeiras estacionadas junto à fronteira e considera que se trata de "acto hostil"

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O Sul de Beirute está cada vez mais povoado de tropas libanesas. Mas o cessar-fogo é ainda muito frágil. Foram registadas seis violações do espaço aéreo libanês por parte da força aérea israelita. A fonte é um comando norte-americano estacionado na região. Segundo a resolução 1701 das Nações Unidas, as tropas internacionais poderão recorrer à força em caso de necessidade de defesa e para proteger civis. Mas, por exemplo, em caso de ataque de Israel e de resposta do Hezbollah, as ordens são para que os capacetes azuis não interfiram. França frustrou as expectativas ao disponibilizar 200 soldados. Itália mostrou-se pronta para comandar o contingente internacional.

O primeiro-ministro libanês, Fouad Signiora, explica que da última vez que falou com Romano Prodi, o homólogo italiano, lhe mostrou satisfação pelo facto de Itália poder vir a comandar a Finul. Os soldados deverão pôr-se a caminho assim que for possível. As autoridades hebraicas continuam a dizer que só abandonam definitivamente a região quando chegar a força de paz. Mas há agora outro problema que inquieta a vizinha Síria. As tropas internacionais deverão concentrar-se também junto à fronteira. As autoridades de Damasco estão inquietas, lembram que o conflito era com Israel, não com a Síria.

O desarmamento do Hezbollah está previsto. A resolução contempla o estacionamento de tropas junto à Síria devido às suspeitas de contrabando e tráfico de armas entre os dois países.