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Áustria emocionada com a história do rapto e reaparcimento de Natacha Kampusch

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Áustria emocionada com a história do rapto e reaparcimento de Natacha Kampusch

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Nada faria supor que Natacha Kampusch, raptada há mais de oito anos, viva na cave da casa a escassos quilómetros dos seus pais, em Strasshof, a norte de Viena, na Áustria. O seu desaparecimento, a 2 de Março de 1998, permaneceu um cerrado mistério, até hoje.

Actualmente a raparia tem 18 anos e aproveitou um momento de negligência para fugir do seu raptor, um técnico de telecomunicações de 40 anos que se suicidiou quando soube da fuga. O responsável pela investigação explica que “há um homem que se fez esmagar por um comboio que corresponde à descrição do suspeito. Existem muitas provas. Foram mesmo encontradas as chaves do carro, um BMW”.

Este súbito reaparcimento emociona o país inteiro. O pai da criança pediu um pouco de paz e paciência aos jornalistas, a mãe encontra-se ainda em estado de choque. Sabine Sirny, irmã mais velha de Natacha contou numa entrevista que a mãe se encontrava de férias quando soube da notícia e que nunca tinha deixado de acreditar no regresso da filha.

A polícia revistou toda a casa e encontrou o passaporte de Natacha Kampusch no interior de uma peça exígua, com uma entrada de 50 por 50 centímetros, escavada sob a garagem da casa e fechada com um sistema electrónico. O seu raptor ter-lhe-á permitido algumas saídas na sua companhia tendo-se estabelecido uma certa empatia entre sequestrador e refém, fenómeno a que os peritos chamam síndroma de Estocolmo. De boa saúde a jovem disse à policia que podia ler, ouvir rádio e ver televisao estava apenas impedida de sair.