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UE quer mais soldados no Líbano do que o previsto pela ONU

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UE quer mais soldados no Líbano do que o previsto pela ONU

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No dia em que morreram os primeiros três soldados libaneses vítimas de minas perdidas depois do cessar-fogo, os 25 Estados-membros chegaram a acordo sobre a necessidade de reforçar o contingente internacional entre a Linha Azul e o rio Litani. Uma constatação que surge numa altura em que há ainda muito por definir sobre o papel das forças internacionais no Líbano.

Em Paris, a ministra israelita dos Negócios Estrangeiros, Tzipi Livni, tentou expôr as preocupações hebraicas e voltou a afirmar que Israel só deixa o sul do Líbano quando chegar o reforço militar internacional. França disponibilizou 200 homens. Mas há quase dois mil militares ao largo do Líbano, que não fazem parte nem vão integrar a FINUL. O chefe de governo francês, Dominique de Villepin, explica que o contigente de 1700 homens ao largo do Líbano vão fornecer apoio logístico. Por isso, reafirma que França é o único país que já está no território.

Mas há ainda outro problema a ter em conta. A Síria não ficou nada satisfeita com o facto de a FINUL colocar homens junto à fronteira. As autoridades consideram o acto como hostil e ameaçam fechar a fronteira com o Líbano se o reforço militar previsto não for anulado.

A resolução das Nações Unidas prevê o desarmento do Hezbollah. As tropas junto à fronteira com a Síria poderiam tentar impedir o contrabando de armas. Seja como for, continua tudo num impasse. Não se sabe qual o número de soldados a enviar no total, quantos militares de cada país vão participar na operação e quem vai comandar o contingente. Itália disponibilizou-se para assumir o controlo das operações. Esta quinta-feira, o chefe da diplomacia israelita está em Roma.