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Oito anos em cativeiro mas com acesso a educação

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Oito anos em cativeiro mas com acesso a educação

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Oito anos sequestrada e a viver num buraco insonorizado mas com um grau de educação que surpreende as autoridades. A polícia austríaca continua as investigações para determinar com rigor o que de facto sucedeu a Natacha, raptada quando ia para escola em 1998. Existe a possibilidade de ter existido um cúmplice.

A agente policial que teve um primeiro contacto com a rapariga, contou ter ficado surpreendida com a sua inteligência e riqueza de vocabulário. A mesma fonte referiu que na vida em cativeiro, Natacha “fazia trabalhos domésticos, era educada e recebia muitos livros. Tinha também direito a uma boa higiene”.

Os psicólogos rejeitam a tese de que o raptor era motivado por desejos pedófilos. Acreditam mais na teoria de que Wolfgang Priklopil agia pela vontade de dominar. No primeiro ano a menina era obrigada a chamar “amo” a Priklopil, que se suicidou aparentemente por saber que a sua refém tinha escapado. Atirou-se para debaixo de um comboio.

Os vizinhos, em Strasshof, a noroeste de Viena, dizem-se surpreendidos e descrevem o seu comportamento. “Era uma pessoa reservada e não saia de casa muitas vezes. A maior parte do tempo estava em casa ou no trabalho”, declarou um vizinho.

Ainda não se sabe quais as consequências psicológicas para a rapariga. Os especialistas admitem que durante os oito anos desenvolveu o síndrome de Estocolmo, que se caracteriza pela simpatia que as vítimas desenvolvem pelos seus sequestradores.