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Reino Unido: novo eldorado dos romenos pode vir a fechar-lhes as portas

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Reino Unido: novo eldorado dos romenos pode vir a fechar-lhes as portas

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Todos os dias, centenas de romenos fazem fila em frente à embaixada britânica, em Bucareste. Querem um visto para trabalharem no Reino Unido, uma burocracia de que talvez já não necessitem, quando o país aderir à União, em 2007 ou, no pior dos cenários, em 2008.

Mas, para já, o Reino Unido – onde o salário médio é quatro vezes superior ao romeno – representa, para as pessoas que estão na fila da embaixada, “mais dinheiro e uma vida melhor”. Kosti, é canalizador, e já anda a fazer contas: “Para o mesmo trabalho, se aqui ganhar 100 euros, em Inglaterra vou ganhar 400 ou 500.” Apesar da diferença de custo de vida, pode valer a pena.

O Reino Unido foi, aquando do último alargamento da União Europeia (a 1 de Maio de 2004), um dos três únicos países a não impor restrições aos trabalhadores do Leste. Desde então, mais de 400 mil cidadãos dos novos Estados membros foram trabalhar para a Grã-Bretanha. Estima-se que entre 10 mil e 30 mil romenos tomem a mesma decisão, assim que o país aderir. Neste momento, dois milhões de romenos trabalham já na União Europeia, sobretudo em Espanha e em Itália. Resta saber se o Reino Unido vai manter as portas abertas aos trabalhadores da Roménia e da Bulgária. Muitas vozes se levam no país para pedir restrições.