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Regresso à política activa de Jospin

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Regresso à política activa de Jospin

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É o regresso de um histórico. Lionel Jospin, que virou costas à política em 2002, voltou este sábado, a La Rochelle, onde discursou, perante 700 jovens, na Universidade de Verão do Partido Socialista francês. Foram quatro anos de ausência. Os jovens socialistas querem saber porquê. “Camarada… porque partiste? Porque voltaste? Gostaria que nos respondesses francamente”, pergunta uma rapariga.

O ex-primeiro-ministro responde, numa espécie de “mea culpa”: “Pensei que, afinal, se assumisse pessoal, simbólica, física e tristemente o choque dessa derrota, então, talvez, contrariamente ao que alguns dizem, as vossas hipóteses de ganharem a batalha legislativa aumentassem em vez de diminuírem.”

Foi um Jospin emocionado que assumiu a culpa na humilhante derrota nas presidenciais de 2002, quando ficou em terceiro lugar, depois de Jacques Chirac e do líder da extrema-direita, Jean-Marie Le Pen. Mas Jospin falou também dos tempos do seu governo, com as 35 horas de trabalho, a segurança social universal e os dois milhões de empregos criados. Um discurso que suscita críticas a Segolène Royal.

Royal respondeu. “Penso que qualquer análise do passado é útil, mas o que conta é construir o futuro, é construir um desejo de futuro e de dar resposta aos problemas que existem, actualmente, em França”, disse. Quanto ao futuro, Jospin não levantou o véu sobre as suas intenções presidenciais. Para já, Segolène Royal é a mais provável candidata socialista às presidenciais francesas de 2007.