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Obrador perde batalha judicial para anular presidenciais mexicanas mas não se dá por vencido

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Obrador perde batalha judicial para anular presidenciais mexicanas mas não se dá por vencido

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Face ao que diz ser um “golpe de Estado”, é na rua que Andrés Manuel Lopez Obrador quer prosseguir a luta pela presidência do México, depois do revés que sofreu no Tribunal Eleitoral. O candidato de esquerda não conseguiu que a justiça anulasse as presidenciais de 2 de Julho e a vitória do rival Felipe Calderón. Face aos dois mil apoiantes reunidos na Praça Zocalo, centro de protestos populares contínuos há dois meses, Lopez Obrador disse que o Tribunal Eleitoral “abriu caminho a um usurpador que pretende ocupar a presidência através de um golpe de Estado”.

O candidato de esquerda espera manter vivos os protestos populares e quer reunir um milhão de pessoas a 16 de Setembro para uma convenção nacional. O objectivo é formar um governo de resistência e obter a sua nomeação como presidente. Obrador quer assim tornar o México ingovernável por Felipe Calderón, que mantém pouco mais de meio ponto percentual de avanço sobre o adversário.

Ontem, os sete juízes do Tribunal Eleitoral anularam 236 mil votos de assembleias onde se registaram fraudes, mas recusaram a anulação total do escrutínio, como desejava Obrador. A decisão é definitiva. Para a nomeação oficial de Calderón como presidente do México, a 6 de Setembro, falta apenas que o escrutínio geral seja declarado justo.