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Primeiro-ministro polaco tenta mudar lavar imagem em Bruxelas

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Primeiro-ministro polaco tenta mudar lavar imagem em Bruxelas

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Numa verdadeira operação de charme, o primeiro-ministro polaco encontrou-se esta quarta-feira em Bruxelas com o presidente da Comissão Europeia para dissipar a má imagem que o seu governo goza na Europa. Na sua primeira visita ao estrangeiro, Jaroslaw Kaczynski garantiu a José Manuel Durão Barroso que as acusações de homofobia, anti-semitismo e xenófobia, não passam de invenções dos media.

No final do encontro, Kaczynski foi claro: “Eu garanti que a Polónia é uma democracia no sentido mais lato do termo e assim continuará. É um país com uma economia de mercado, o qual será fortalecido para que as mudanças que hoje levamos a cabo na Polónia sirvam sobretudo para fortalecer tanto a democracia como as leis do mercado e elimir tudo aquilo que tem sido negativo e constituído um obstáculo ao nosso desenvolvimento”.

A chegada da direita polaca ao poder ensombrou as relações do país com a União europeia. Ponto de fricção é o futuro dos principais estaleiros navais do país. Varsóvia tem dado enormes ajudas estatais mas sem resultados visíveis, o que suscita muita reservas em Bruxelas.

A construção do gasoduto germano-russo, que evita território polaco, colocou também o país em rota de colisão com Berlim e os aliados europeus. As divergências não se esgotam aqui. Agora comandada por um eurocéptico, a Polónia é o único país entre os novos Estados-membros que não fixou uma data para a adesão à moeda única, tendo até o presidente polaco ameaçado com um referendo sobre o assunto.

As liberdades individuais cavam ainda mais o fosso. Este Verão, o chefe de governo chocou a Europa ao defender a pena de morte para os crimes de sangue. Também a ambivalência da direita no poder face à radio ultra-católica antisemita Mryja aumenta a desconfiança de Bruxelas. De igual modo, as ameaças sobre os direitos dos homossexuais na Polónia, denunciadas pelas associações cívicas, alarmaram os instituições europeias.