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Condição de Israel para levantar bloqueio é o embargo efectivo de armas ao Hezbollah

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Condição de Israel para levantar bloqueio é o embargo efectivo de armas ao Hezbollah

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A recusa de Israel ontem em levantar o bloqueio marítimo e aéreo ao Líbano já gerou reacções. O governo israelita justificou a resposta negativa ao pedido do secretário geral das Nações Unidas, Kofi Annan, com a necessidade de que a resolução seja totalmente implementada antes do fim do embargo, especialmente a interrupção do armamento do Hezbollah por parte da Síria. Annan reagiu à posição de Olmert: “Temos de ser capazes de lidar com as perocupações de Israel sobre o rearmamento, assim como é preciso assegurar que as armas não entrem pelos aeroportos, pelas fronteiras terrestres ou portos marítimos”.

Israel pretende agora que a força internacional seja deslocada para a fronteira com a Síria para bloquear a entrada de armamento. Face a esta exigência, Annan prossegue a dura missão com uma visita a Damasco. O ponto de vista libanês sobre a obstinação de Israel foi dado pelo ministro da defesa, Elias Murr: “Este inimigo tem muitos interesses no Líbano. Um dos maiores é forçar o país economicamente porque o considera o principal competidor do Médio Oriente. O cerco é uma das formas de pressão”.

Os soldados raptados pelo Hezzbollah são o outro ponto sensível das negociações. O activista americano dos direitos civis, Jesse Jackson ao reunir-se com o chefe do executivo libanês, Fouad Siniora, definiu prioridades. Primeiro libertar os prisioneiros, depois manter o cessar fogo, ter a força no terreno e só em quarto lugar, levantar o bloqueio imposto por Israel.