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AIEA confirma manutenção do enriquecimento de urânio

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AIEA confirma manutenção do enriquecimento de urânio

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Ultrapassada a data-limite de 31 de Agosto imposta pela ONU, o Irão recusou suspender o enriquecimento de urânio.

A República Islâmica poderá agora incorrer em sanções, exigidas pela oposição iraniana à porta da sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

O relatório da Agência Internacional de Energia Atómica confirmou aquilo que já se esperava há dias: o Irão rejeita interromper o programa nuclear.

A imposição de sanções vai agora começar a ser discutida, mas deverá ser inevitável, como explica John Bolton, embaixador norte-americano na ONU:
“Não me parece que seja uma questão de convencer a Rússia e a China.
A Rússia e a China, através dos ministros dos Negócios Estrangeiros, comprometeram-se a analisar a imposição de sanções, quando os cinco membros permanentes mais a Alemanha se reuniram há cerca de dois meses.”

O próprio presidente Bush reagiu considerando que há espaço para a diplomacia, mas o desafio do Irão tem de ter consequências.

Alheio às ameaças, o presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad prometeu que a República Islâmica não vai ceder a intimidações e recuar no seu direito à tecnologia nuclear.

Uma posição firme que pode contribuir para exasperar os parceiros europeus, menos propensos a sanções do que os Estados Unidos.

Angela Merkel confirmou que, “se os dirigentes iranianos não aceitaram os incentivos, têm de ser discutidos outros passos a dar. Não se pode fechar a porta ao diálogo, mas também não se pode fazer de conta que nada aconteceu.”

Os cinco membros permanentes, mais a Alemanha, encontram-se no dia 7 de Setembro em Berlim de forma a definir a estratégia para se ultrapassar a crise.