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Monumento no cemitério assinala segundo aniversário da tragédia de Beslan

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Monumento no cemitério assinala segundo aniversário da tragédia de Beslan

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Dois anos após a tragédia de Beslan, os familiares e amigos dos 332 desaparecidos reuniram-se esta sexta-feira no cemitério da pacífica cidade do Cáucaso russo para inaugurar um monumento erigido em memória das vítimas. Além da profunda tristeza muitos sentem que não foi feita justiça e aguardam ainda o resultado oficial da investigação parlamentar.

O enviado do Kremlin à cerimónia falou na tentação de culpar quem não é responsável- uma alusão ao sentimento que predomina entre as famílias de Beslan que responsabilizam as autoridades russas pelo elevado numero de vítimas. A 1 de setembro de 2004 um comando pro-tchetcheno invadiu a escola da cidade. No edifício encontravam-se 1200 pessoas que ficaram reféns dos rebeldes até que duas explosões desencadearam um ataque do exército.

Uma investigação independente diz que as tropas russas usaram armas de fogo que provocaram as explosões. As autoridades afirmam que os rebentamentos foram causados pelos rebeldes. Até agora, apenas uma pessoa foi julgada. O único terrorista do comando tchetcheno que sobreviveu ao ataque do exército russo foi condenado em Maio a prisão perpétua.