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Bush assume que há prisões secretas da CIA fora dos Estados Unidos

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Bush assume que há prisões secretas da CIA fora dos Estados Unidos

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O presidente norte-americano, George W. Bush admitiu, pela primeira vez, a existência de prisões secretas da CIA fora dos Estados Unidos.

O chefe de estado anunciou quarta-feira que o serviço de inteligência tem um programa de detenção de terroristas ao mesmo tempo que revelava que 14 suspeitos sob custódia dos serviços secretos foram recentemente transferidos para a base de Guntánamo.

“Em alguns casos percebemos que os indivíduos que capturámos representavam uma ameaça significativa ou tinham as informações que precisamos para evitar novos ataques. Nestes casos foi necessário transferir estes indivíduos para um ambiente onde estivessem detidos secretamente, questionados por especialistas e, quando aplicável, condenados por actos terroristas. Um pequeno número de suspeitos de terrorismo capturados durante a guerra foi questionado fora dos Estados Unidos num programa operado pela Agência Central de Inteligência.”

Bush defendeu com convicção a detenção de suspeitos através deste método, assegurando que não são torturados. As organizações dos direitos humanos há muito que alertavam a opinião pública para a existência de prisões secretas.

Segundo Bush, entre os 14 prisioneiros transferidos para a base de Guntánamo, em Cuba, estaria o alegado líder da operação que culminou nos ataques às torres gémeas e ainda duas figuras importantes da Al-Quaeda.