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Natascha Kampusch revela detalhes de oito anos de sequestro

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Natascha Kampusch revela detalhes de oito anos de sequestro

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Natacha Kampusch rompeu ontem o silêncio e revelou à imprensa austríaca os pormenores de oito anos de cativeiro. Uma primeira aparição mediática, duas semanas após a fuga que lhe devolveu a liberdade, na qual a ex-refém contou ter pressentido que seria raptada. “Ele agarrou-me. Tentei gritar, mas não saiu som nenhum. Sim, fiquei desesperada e muito indignada. Estava chateada comigo própria porque não atravessei para o outro lado da rua e porque não fui para a escola de carro com a minha mãe.” Reencontrada com a filha, desaparecida durante tanto tempo, a mãe de Natascha salientou a força moral da jovem enquanto durou o cativeiro. “Ela fez um pacto consigo própria e isso tocou-me bastante. Com isso ela mostrou ser forte e disse que faria tudo o que fosse preciso para ser livre novamente.”

Durante oito anos, Natascha viveu numa cave sob a garagem do raptor, nos arredores de Viena. Um esconderijo insonorizado, que manteve a refém longe de olhares indiscretos e garantiu a impunidade de Wolfgang Priklopil. Há duas semanas, a jovem fugiu. O raptor suicidou-se horas depois. Desde então e até esta primeira aparição mediática, Natascha Kampusch esteve a receber apoio psicológico. O psiquiatra Max Friedrich explica: “A jovem precisa de um ambiente calmo e protector após o que aconteceu nos últimos dias”.

Por isso, Natascha aceitou continuar a receber acompanhamento psicológico permanente nos próximos tempos, antes de perseguir os sonhos de completar a educação e desenvolver projectos humanitários.