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Oposição francesa bloqueia debate de fusão GDF/Suez

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Oposição francesa bloqueia debate de fusão GDF/Suez

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A fusão entre a Gaz de France e a Suez causou um autêntico pé-de-guerra na Assembleia Nacional francesa, com os partidos da oposição a bloquearem o início dos debates da lei que deve permitir a privatização da GDF e a fusão com a Suez. A lei, que devia ter começado a ser debatida esta quinta-feira, estabelece a concorrência aberta nos mercados do gás e da electricidade, a partir de Julho de 2007. Muitos vêem na medida uma subida dos preços. O presidente da GDF não pensa assim. Diz Jean-Francois Cirelli, “o que procuramos com esta privatização e esta fusão é podermos comprar gás o mais barato possível para depois o vendermos o mais barato possível e podermos manter os actuais clientes. Queremos também poder oferecer-lhes electricidade serviços energéticos relacionados com o gás”.

A Gaz de France a a Suez, juntas, vão ter um total de 15 milhões de clientes em termos de gás e 6 milhões dos serviços eléctricos. Com a fusão a participação do Estado na GDF desce dos 80% para os 34%. Os deputados viram-se, esta manhã, submersos em papéis, depois dos partidos Socialista e Comunista terem apresentado mais de 140.000 propostas de alteração à lei, o que torna impossível o início dos debates.

Os sindicatos estão também contra o projecto. “Entrámos numa crise energética que vai continuar. Por isso, pensamos melhor continuar a actual aliança entre a EDF e a GDF. O Estado francês deve ter controlo sobre estes agentes e sobre as tarifas, em vez de entregar uma instituição pública como esta a interesses privados, como é o caso da Suez”, diz Frédéric Imbrecht, secretário-geral do sindicato da energia afecto à CGT. O presidente da Assembleia nacional pondera agora usar uma cláusula que lhe permite começar o debate da lei sem analisar as propostas de alteração, em casos como este. O caso é mais um exemplo de fractura na cena política francesa.