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Tony Blair vai abandonar a vida política no próximo ano.

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Tony Blair vai abandonar a vida política no próximo ano.

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O primeiro-ministro britânico anunciou a decisão esta quinta-feira após visitar uma escola em Quinton Kynaston, no norte de Londres. Blair deu assim uma meia-satisfação aos membros do seu partido trabalhista, que esta semana lhe exigiram que dissesse quando pensa retirar-se do executivo e do partido. Os média britânicos foram mais especificos e anunciam que o primeiro-ministro deixa o Labour em Maio. “O próximo congresso do Labour dentro de algumas semanas será o meu último como líder do partido. A próxima reunião da União dos sindicatos será também a minha última, para alívio de ambos. Mas não vou precisar uma data para me retirar agora porque não penso que seja correcto. Irei fazê-lo brevemente tendo em conta os interesses do país e as circunstâncias.”

Preocupado em apaziguar o ambiente dentro do partido trabalhista, o provável sucessor Gordon Brown afirmou na Escócia, antes do anúncio de Blair, que apoiaria qualquer decisão do primeiro-ministro britânico. Desde ontem que os media britânicos anunciam que Blair vai retirar-se da politica activa a partir de Maio. Nesse mês Tony Blair deve renunciar à liderança do partido trabalhista, após as eleições locais e para os parlamentos escocês e galês.

A meio de Junho, o Labour deverá escolher um novo líder e algures entre o Verão e o Outono de 2007, o primeiro-ministro deve renunciar à chefia de governo entregando-a ao recém-eleito líder dos trabalhistas. O primeiro-ministro visitou esta tarde a escola de Quinton Kynaston, no norte de Londres, de onde deverá dentro de momentos pronunciar-se então sobre a sua eventual retirada da vida política.

Há uma semana Tony Blair disse que não iria falar mais sobre o sua eventual saída do governo, mas os rumores e a especulação nos media britânicos, aliada à exigência de alguns membros do partido trabalhista para que Blair anuncie quando se vai retirar, acabaram por fazer com que o primeiro-ministro tenha recuado na sua posição. Ontem, 8 elementos do governo demitiram-se exingindo ao chefe de governo que diga quando abandona a vida política activa. Entre eles estava o vice-ministro da defesa Tom Watson.

Alguns comentadores dizem que Blair gostaria de se ter retirado de cena mais cedo, mas a Guerra no Iraque acabou por prendê-lo ao lugar. Vários membros do executivo deixam nas entrelinhas que Blair já lhes terá comunicado a decisão. Na semana passada, o Ministro do Ambiente David Miliband disse que o congresso do partido trabalhista que se realiza no final do mês, em Manchester, será provavelmente o último de Tony Blair como líder do Labour.

E já hoje, há apenas algumas horas atrás, o ministro das Finanças, Gordon Brown, disse que “apoiava a decisão de Blair, qualquer que fosse, porque será de certeza no melhor interesse do partido e sobretudo no melhor interesse do país.” Declarações que deixam antever

Blair comanda o governo britânico há quase 10 anos e ganhou 3 eleições consecutivas.

Um tragecto um pouco semelhante ao da ex-primeira-ministra Margaret Thacher, que depois de ter liderado o governo britânico durante mais de uma década acabou por sofrer um motim dos seus colegas de partido.

Ainda assim nas sondagens de opinião, Blair que sempre foi bastante mais popular que a ex-dama de ferro, está agora com menos aceitação que Thatcher quando esta abandonou a chefia de governo.