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Israel retira-se sem evocar quintas de Sheeba

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Israel retira-se sem evocar quintas de Sheeba

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Israel retirou esta tarde as fragatas militares das posições ao largo do Líbano, pondo termo a oito semanas de bloqueio militar ao país. A decisão prevista para Domingo foi adiantada para esta manhã depois das forças da FINUL terem rendido às 12h30 locais os navios de guerra israelitas.

A frota, sob comando italiano, assume agora a responsabilidade de pôr em prática a resolução 1701 da ONU no que se refere à vigilância das águas territoriais para evitar a transferência de armas para o movimento Hezbollah. O primeiro cargueiro a atracar estar manhã no porto de Beirute foi ainda fiscalizado pelo exército israelita, uma tarefa que caberá doravante à ONU.

Com o fim do bloqueio militar, mas sob um cessar-fogo frágil, a palavra de ordem é agora “reconstrução”, após 34 dias de guerra que provocaram mais de um milhar de mortos e milhares de feridos e refugiados. Uma prioridade sublinhada pelo ministro dos transportes francês, Dominique Perben, que chegou hoje a Beirute no primeiro voo comercial estrangeiro a aterrar no país desde o fim do bloqueio aéreo israelita, levantado ontem.

França continua assim empenhada em obter um regresso à normalidade que poderá passar por um acordo de paz israelo-palestiniano. Um objectivo perturbado pelo silêncio de Israel em iniciar negociações para a retirada militar das quintas de Sheeba no sul do Líbano, ocupadas há 40 anos e previstas no texto da resolução 1701.

Esta é para ja a única zona do país onde os soldados libaneses não irão ocupar posições. Hoje centenas foram mobilizados para o sul do país, enquanto aguardam a chegada dos 15 mil capacetes azuis prometidos pela ONU para vigiar o processo de paz.

Ate ao momento o total de ofertas vindas dos países membros não supera os 9 mil homens. Sete mil vêm da Europa, mas como sublinham os analistas, continuam a ter um recurso à força limitado face ao clima de tensão na região após 34 dias de confrontos e ao reforço das milícias do Hezbollah que continuam a clamar vitória.