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Mal-estar económico antecede a Cimeira UE-China deste sábado

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Mal-estar económico antecede a Cimeira UE-China deste sábado

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A fricção económica entre Pequim e Bruxelas será o pano de fundo da cimeira China-União Europeia, que amanhã se realiza, em Helsínquia. O primeiro-ministro chinês desloca-se à capital finlandesa, onde também participará, no domingo, na cimeira ASEM, que reúne 38 países asiáticos e europeus.

Na agenda, estão questões energéticas e ambientais, mas é a economia que vai dominar as discussões. A Europa importou, em 2005, 158 mil milhões de euros de produtos chineses, ao passo que exportou apenas 52 mil milhões de euros.

Um défice comercial da Europa que se deve à força das exportações chinesas, recentemente aumentada nos sectores do calçado e têxtil. As relações comerciais entre os dois blocos têm sido tensas, nos últimos tempos. A Comissão Europeia adoptou mesmo medidas ‘antidumping’, contra o calçado chinês. E, em meados do ano passado, já tinha reintroduzido quotas de importação em certas categorias de roupa.

Do lado chinês, Pequim continua a pedir o reconhecimento do estatuto de economia de mercado. Willem van der Geest, especialista em assuntos asiáticos, explica: “A China considera-se uma economia de mercado ao mesmo nível que as europeias, porque os governos europeus também intervêm nas respectivas economias. Mas aí temos de dizer: ‘calma. Há também o problema da transparência da contabilidade, da forma como a bolsa funciona, do abuso de informação privilegiada…’ Isto tem de ser clarificado antes de garantirmos à China o estatuto de economia de mercado.”

A Europa, por seu lado, continua a pedir a Pequim medidas para equilibrar a balança. Entre elas, a abertura do mercado chinês de serviços às empresas europeias. Falta de transparência nos regulamentos, favoritismo dos grupos locais, desrespeito da propriedade intelectual e consequente produção de falsificações pesam, também, na balança da Europa.