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Polícia belga descobre rede neonazi nas fileiras do Exército

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Polícia belga descobre rede neonazi nas fileiras do Exército

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Uma rede neonazi infiltrada no exército belga foi desmantelada e dezassete pessoas, entre as quais onze militares, detidos.
O grupo planeava acções terroristas para desestabilizar as instituições democráticas do país. O principal suspeito é um militar no activo, do Regimento de Libertação de Léopoldsburg, na província de Limbourg no nordeste do país.

Daniel Bernard, Procurador Federal, confirma que “os primeiros documentos apreendidos revelam planos de ataque a estruturas do Estado belga”. A polícia encontrou numa residência particular uma bomba artesanal escondida numa mochila e “suficientemente potente como para fazer ir pelos ares um carro”, bem como diversas armas de fogo, detonadores de minas terrestres, uma “grande quantidade” de munições, propaganda neonazi e explosivos revela ainda o magistrado. O grupo denominado “Sangue-Terra-Glória-Honra” estava sediado na região da Flandres onde as formações de extrema direita têm bastantes adeptos.

Patrick Coemam, especialista deste tipo de movimentos que “esta organização é o chapéu de outras organizações semelhantes em toda a Europa, porque em todos os países vizinhos eles estão proibidos, a Flandres é um refúgio muito importante para eles.”