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Blair apela à união dos trabalhistas para evitar derrota dentro de 3 anos

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Blair apela à união dos trabalhistas para evitar derrota dentro de 3 anos

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Foi uma semana tumultuosa, mesmo fratricida no seio do partido trabalhista que esperava pelo menos o adiamento da crise, depois do primeiro-ministro Tony Blair ter anunciado que abandonará o governo no espaço de um ano. Mas não é isso que indicam as últimas sondagens – metade do país quer que Blair deixe o executivo até ao fim de 2006, segundo um estudo publicado este sábado no “The Guardian”.

A popularidade dos trabalhistas anda pelas ruas da amargura e para evitar a hecatombe dentro de 3 anos, Blair pede ao partido que recorde o segredo da vitória há quase uma década: “A boa notícia é que estamos a 3 anos das eleições e que podemos refazer-nos. Mas só o vamos conseguir se nos soubermos comportar, não como fizemos a semana passada, mas como quando tínhamos fome de poder, antes de 1997, quando percebemos que no final o que conta são as pessoas e o país e não nós próprios”.

Incapaz de apaziguar a “guerra civil” em casa, no partido trabalhista, Blair passa o fim-de-semana no Médio Oriente à procura de um acordo de paz entre Israel e o Hezbollah.