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Memória e política confrontam-se nas celebrações do 11 de Setembro

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Memória e política confrontam-se nas celebrações do 11 de Setembro

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A América prepara-se para recordar o dia 11 de Setembro sobre os escombros da política anti-terrorista da Casa Branca. Cinco anos de erros estratégicos no Iraque e no Afeganistão e a impunidade dos autores dos atentados, levam os norte-americanos a duvidarem cada vez mais das intenções do seu presidente.

Nas ruas de Nova Iorque e Washington é tempo de antes de mais reviver memórias dolorosas. Um novaiorquino afirma que a sua filha tinha oito anos no dia dos atentados, “ hoje ainda tem pesadelos”. Outra afirma que o medo continua a persegui-la. “Tudo à minha volta me faz lembrar esse dia. É cada vez mais difícil esquecer”.

À semelhança das celebrações do ano passado, George Bush depositará hoje uma coroa de flores na “zona zero” de Nova Iorque. Amanhã deverá passar o dia com os bombeiros da cidade e à noite proferirá um discurso em que deverá evitar fazer qualquer referência política.

Apesar da solenidade da celebração da morte de 3 mil pessoas, a memória dos atentados continua a ser um terreno de debate político. Na agenda de amanhã Bush tem prevista a inauguração de uma estátua, oferecida pelo presidente russo, evocativa da luta contra o terrorismo mundial.