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O dilema das relações entre União Europeia e Ásia

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O dilema das relações entre União Europeia e Ásia

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Os responsáveis europeus tentam desde esta tarde e até amanhã resolver um dilema na relação com os países asiáticos. Reunidos em Helsínquia na cimeira anual União Europeia-Ásia, 38 representantes nacionais deverão decidir se a questão dos direitos humanos deverá pesar nas discussões sobre o reforço das relações comerciais bilaterais.

Países como a China, acusados de violação dos direitos humanos advertiram que situações de política interna não deverão interferir nas negociações. Pequim deverá assim evitar reclamar uma vez mais o fim do embargo europeu da venda de armas ao país.

Na agenda oficial outros temas deverão ser abordados, da luta anti-terrorista às mudanças climatéricas, passando pela assinatura de acordos bilaterais de comércio, após o fracasso das negociações da OMC. No exterior da reunião, desde ontem que milhares de manifestantes anti-globalização dão voz às dúvidas sobre o diálogo euro-asiático.

Centenas alertavam hoje para a situação da Birmânia, governada por uma junta militar que há 16 anos suprimiu toda a actividade partidária no país. Apesar do embargo europeu imposto ao país, o seu responsável diplomático foi autorizado a participar na reunião de Helsínquia.