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Acusação pede 9 milhões de euros por cada criança infectada

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Acusação pede 9 milhões de euros por cada criança infectada

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O julgamento das cinco enfermeiras búlgaras e do médico palestiniano, acusados de terem inoculado o vírus da SIDA em mais de quatrocentas crianças líbias, continuou esta terça-feira em Tripoli. Na sessão, a acusação reclamou indemnizações de 9,1 milhões de euros por cada criança infectada, supostamente pelos arguidos, que, detidos desde 1999, continuam a clamar pela inocência e a acusar as autoridades de Tripoli de terem obtido as confissões através de tortura. Esta terça-feira, o ministério público apresentou um vídeo com imagens da investigação e da recolha de provas. Condenados em primeira instância à pena capital, os arguidos viram o Supremo Tribunal da Líbia ditar a repetição do julgamento, que está a decorrer desde Maio.

A abertura a um pedido de indemnização é, para o presidente búlgaro Georghi Parvanov, um progresso na crise. “Penso que o mais importante é termos estabelecido um diálogo directo com o governo líbio nesta questão. Espero que no decurso do julgamento seja obtido um acordo que permita, dentro de semanas ou meses, voltarmos a acolher as nossas enfermeiras em casa”, afirmou o chefe de Estado búlgaro.

O fundo internacional de combate à SIDA e apoio às crianças infectadas na Líbia, criado pelo Governo de Sófia em parceria com a comunidade internacional, poderá contribuir para a resolução da crise. A próxima sessão do julgamento terá lugar a 21 de Setembro.